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Pontos de crochê: qual aprender primeiro e por quê

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Você já abriu uma receita de crochê e travou logo nas abreviações, sem saber qual ponto precisava aprender primeiro?

A boa notícia é que o crochê tem pouquíssimos pontos de base. Quatro deles resolvem a esmagadora maioria das receitas de iniciante, e existe uma ordem lógica para aprendê-los.

Este texto percorre essa ordem: o que cada ponto é, por que ele vem nessa posição e o que dá para fazer assim que ele entra na mão. No caminho, um aplicativo gratuito de videoaulas para ver o movimento de perto.

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Principais Conclusões

  • O crochê tem poucos pontos de base, e quatro deles cobrem quase toda receita de iniciante
  • A ordem natural é corrente, ponto baixíssimo, ponto baixo, meio ponto alto e ponto alto
  • A diferença entre os pontos está no número de laçadas feitas antes de entrar no ponto
  • Cada ponto muda a altura da carreira, a velocidade do trabalho e a firmeza da peça
  • Os nomes dos pontos variam de um país de língua portuguesa para outro
  • O aplicativo citado reúne videoaulas e uma biblioteca de pontos, segundo a ficha na loja
  • O download é gratuito e a descrição indica conteúdo pago opcional

Por que a ordem faz diferença

Dá para aprender qualquer ponto isolado assistindo a um vídeo. O problema aparece na hora de usar esse ponto dentro de uma peça de verdade.

Os pontos do crochê são cumulativos: cada um acrescenta um movimento ao anterior. Aprender fora de ordem obriga você a decorar gestos soltos em vez de entender a lógica por trás.

Na sequência certa, o quarto ponto parece óbvio quando chega. Fora dela, cada ponto novo parece um começo do zero, e é aí que a maioria desiste.

Close nas mãos de uma senhora fazendo uma corrente de crochê com fio amarelo, agulha com o laço à vista, sobre mesa de madeira com luz da manhã

A lógica por trás de todos os pontos

Existe uma única ideia que explica a diferença entre corrente, ponto baixo e ponto alto, e ela cabe em uma frase.

O que muda de um para o outro é quantas laçadas você faz antes de entrar no ponto da carreira anterior, e em quantas etapas essas laçadas são fechadas depois.

Mais laçadas, ponto mais alto e carreira que sobe rápido. Menos laçadas, ponto mais baixo e tecido mais fechado. Todo o resto do crochê é variação disso.

O aplicativo que serve de guia, e o que ele não é

Ver o movimento de perto é o que destrava quem está começando, porque a descrição escrita de um ponto raramente basta.

O aplicativo citado neste texto reúne videoaulas passo a passo e uma biblioteca de pontos organizada, o que evita caçar vídeo solto e perder a sequência de aprendizado no meio.

É curadoria e organização de conteúdo em vídeo, não um curso autoral exclusivo. Para quem está começando, o valor está justamente em ter a ordem já montada.

O que a ficha na loja descreve

Antes de instalar qualquer coisa, vale ler a descrição, porque ela é bem objetiva sobre o que entrega.

A ficha menciona videoaulas passo a passo, uma biblioteca com mais de 150 pontos de tricô e crochê e uma seção de crochê essencial com corrente, ponto baixo e ponto alto.

Também há fundamentos de tricô e conteúdo de bordado no aplicativo. Quem quer apenas crochê usa a busca e ignora o resto sem nenhum prejuízo.

Antes dos pontos: o nó e a laçada

Existe uma etapa zero que ninguém chama de ponto e que atrapalha muita gente na primeira meia hora com a agulha.

É o nó corrediço, que prende o fio na agulha, e a laçada, o gesto de passar o fio por cima dela. Todos os pontos são combinações desses dois movimentos.

Se a laçada ainda sai desajeitada, não adianta seguir adiante. Vale gastar dez minutos repetindo só esse gesto, até ele sair sem que você precise pensar.

Ponto 1: a corrente

A corrente é a base de quase tudo. É uma sequência de laçadas puxadas uma pela outra, formando uma fita de elos.

Ela serve como carreira inicial da maioria das peças planas, como alça, como cordão e como ligação entre pontos nos trabalhos vazados.

O erro clássico aqui é a tensão irregular. Correntes apertadas e frouxas na mesma fita fazem a primeira carreira sair torta, e o estrago só aparece algumas carreiras depois.

  • Cordões, alças e cadarços de peças maiores
  • Franjas e acabamentos simples
  • A base de qualquer peça retangular, como pano de prato ou cachecol
  • Um treino honesto de tensão, que é o que sustenta todo o resto

Ponto 2: o ponto baixíssimo

É o menor de todos e o mais fácil de subestimar. Muita gente aprende por acaso, sem nunca saber o nome.

Ele quase não tem altura: entra no ponto, puxa o fio e fecha tudo em uma única etapa. Serve para unir, fechar círculos e caminhar pela carreira sem subir.

Não é ponto de construir peça. É ponto de emendar, e por isso aparece o tempo todo nas receitas sem nunca ser o protagonista de nada.

Ponto 3: o ponto baixo

Se você só puder aprender um ponto de verdade, aprenda este aqui.

Ele entra no ponto, puxa o fio e fecha em duas etapas. O resultado é um tecido baixo, denso e firme, com pouquíssimo espaço entre um ponto e o seguinte.

É o ponto que sustenta bonecos, cestos, bolsas e qualquer peça que precise segurar formato. Trabalha devagar, e é exatamente por isso que a peça fica firme.

O que o ponto baixo constrói

Assim que ele estiver na mão, uma parte enorme do catálogo de projetos se abre de uma vez.

  • Bonecos e bichinhos de crochê, que exigem tecido bem fechado
  • Cestos, potes e organizadores que precisam ficar em pé sozinhos
  • Bolsas e necessaires, pela resistência do tecido
  • Sousplats, tapetes e apoios de mesa
  • Bordas e acabamentos de peças feitas com pontos mais altos

Ponto 4: o meio ponto alto

Este é o ponto que quase todo mundo pula, e é uma pena, porque ele é a ponte entre os dois mundos.

Você faz uma laçada antes de entrar no ponto e fecha tudo de uma vez só. O resultado tem altura intermediária e um tecido mais macio que o do ponto baixo.

Ele rende mais rápido sem abrir buracos no trabalho. Para mantas, gorros e roupas de bebê, costuma ser a escolha mais confortável de todas.

Ponto 5: o ponto alto

É o ponto que dá velocidade ao crochê e o mais usado em peças grandes.

Uma laçada antes de entrar no ponto e o fechamento em duas etapas separadas. A carreira sobe bem mais e a peça cresce numa velocidade que anima quem estava desanimando.

Em compensação, o tecido fica mais aberto e mais leve. Isso é qualidade em manta e xale, e defeito em cesto que precisa ficar de pé.

Por que o ponto alto rende tanto

A conta é simples: com a mesma quantidade de carreiras, uma peça em ponto alto fica bem mais alta que a mesma peça em ponto baixo.

Quem está começando costuma escolher o ponto errado para o projeto e conclui que crochê é lento demais. Não é o crochê, é a escolha do ponto.

A regra prática ajuda: peça que precisa de estrutura pede ponto baixo; peça que precisa de caimento e leveza pede ponto alto.

Depois dos quatro, o resto é combinação

Quando esses pontos estão na mão, o vocabulário do crochê praticamente acaba.

Ponto alto duplo, triplo e o que vier são o mesmo movimento com mais laçadas. Pipoca, concha, leque e ponto x são agrupamentos dos pontos que você já sabe fazer.

É por isso que uma biblioteca de pontos vira útil só depois dessa base. Antes dela, a lista longa confunde muito mais do que ajuda.

Os nomes mudam de um lugar para outro

Esta é a armadilha que faz iniciante executar a peça inteira errada sem entender o motivo.

Os nomes dos pontos não são os mesmos em todos os países de língua portuguesa, e as traduções de receitas vindas de outros idiomas nem sempre seguem a mesma convenção.

Antes de seguir uma receita, procure a legenda das abreviações. Na dúvida, o desenho do ponto ou o vídeo do movimento vale muito mais do que o nome escrito.

A ordem de treino que funciona

Uma sequência curta, feita em amostras pequenas, resolve a base inteira em poucos dias de prática.

  • Uma fita longa de correntes, só para acertar a tensão
  • Um quadrado pequeno em ponto baixo, contando os pontos de cada carreira
  • O mesmo quadrado em meio ponto alto, para sentir a diferença de altura
  • O mesmo quadrado em ponto alto, comparando o tamanho com os anteriores
  • Uma carreira de ponto baixíssimo fechando a borda dos três quadrados

Como saber que um ponto já está dominado

Não é quando o ponto sai bonito uma vez. É quando ele sai igual várias vezes seguidas, sem que você precise conferir.

O teste honesto é contar. Se a amostra começou com vinte pontos e continua com vinte pontos depois de dez carreiras, o ponto e a contagem estão sob controle.

Peça em forma de leque ou de ampulheta é sinal de que pontos estão nascendo ou sumindo nas bordas, e não de falta de talento com a agulha.

Onde encontrar o aplicativo nas lojas

O aplicativo é o mesmo nas duas lojas, publicado pela mesma desenvolvedora, e o download não custa nada em nenhuma delas.

Como a categoria tem muitos títulos de nome parecido, confira o desenvolvedor antes de instalar. Os botões desta página levam direto para a ficha oficial.

Na ficha aparece a informação sobre compras dentro do aplicativo e o que exatamente elas liberam. Vale ler antes de depender de um recurso específico.

Vale começar por aqui?

Se você quer entender a lógica dos pontos em vez de decorar receitas, sim. Quatro pontos e algumas amostras pequenas abrem praticamente todo o resto do crochê.

O aplicativo entra como apoio visual: ele mostra o movimento quantas vezes você precisar, no seu ritmo. O que ele não faz é corrigir a sua mão, e isso só vem com treino.

O que este texto descreve sobre o aplicativo saiu da ficha publicada nas lojas, e o desenvolvedor pode mudar recursos, preços e compras a qualquer momento. Abra a página do aplicativo antes de instalar para conferir o que está valendo. Não nos responsabilizamos por mudanças feitas no aplicativo, pelo resultado do seu trabalho manual nem pela sua experiência de uso.

FAQ

Qual ponto de crochê devo aprender primeiro?

A corrente, porque quase toda peça começa por ela e porque ela é o melhor treino de tensão que existe. Logo depois vem o ponto baixo, que constrói a maioria das peças fechadas.

Qual a diferença entre ponto baixo e ponto alto?

O número de laçadas antes de entrar no ponto e o jeito de fechá-las. O ponto baixo é curto e firme; o ponto alto sobe mais, rende mais rápido e deixa o tecido mais aberto.

Quantos pontos preciso saber para seguir uma receita?

Com corrente, ponto baixíssimo, ponto baixo, meio ponto alto e ponto alto você acompanha a maioria das receitas de iniciante. Os demais pontos são combinações desses cinco.

Preciso saber ler gráfico para começar?

Não para começar. Muitas receitas trazem a sequência escrita com abreviações e legenda. O gráfico ajuda depois, quando a peça tem repetição de motivos e desenhos maiores.

Por que minha amostra está virando um leque?

Porque estão nascendo pontos a mais nas bordas, quase sempre no ponto de virada da carreira. Contar os pontos ao fim de cada carreira resolve o problema na hora.

O aplicativo é gratuito?

O download é gratuito nas duas lojas, e a ficha indica conteúdo pago opcional dentro do aplicativo. Confira na loja o que está aberto antes de contar com um recurso específico.

O aplicativo ensina só crochê?

Não. A descrição fala em biblioteca de pontos de tricô e crochê, além de fundamentos de tricô e conteúdo de bordado. Quem quer só crochê usa a seção de crochê essencial e a busca.

Os nomes dos pontos são iguais em toda receita?

Nem sempre. A nomenclatura varia entre países de língua portuguesa e entre traduções de outros idiomas. Procure a legenda das abreviações e, na dúvida, confie no vídeo do movimento.