Publicidade
Quando o material chegou errado, foi a trena que errou ou foi o papel da medida que sumiu no meio do dia? Na maior parte das obras o número estava certo. Ele foi anotado atrás do saco de cimento, foi pro bolso da calça e virou pó até a hora da compra.
A medida sai da parede e passa por várias mãos até chegar no balcão da loja. Quem mediu fala, quem anotou escreve, quem compra repete. Em cada passagem tem uma chance de o número virar outro. E ninguém percebe até a peça chegar na obra.
Este texto é sobre um jeito simples de a medida não se perder no caminho: escrever o número em cima da foto do próprio lugar medido. A ferramenta continua sendo a trena. O que muda é onde o número fica guardado.
Baixe grátis 👇
Principais Conclusões
- Na maioria dos erros de compra, a medida estava certa e a anotação é que se perdeu.
- Foto com o número escrito em cima amarra a medida ao lugar que ela veio.
- Quem mede é você, com a trena. O celular só guarda o número.
- Anotar a medida na foto é grátis; salvar, exportar e enviar por e-mail são do plano pago.
- Serve para o primeiro levantamento e para conferir na hora, não para medida final de peça sob medida.
A medida certa que virou material errado
A cena se repete em obra pequena e em obra grande. O mestre mede o vão, anota atrás de um papel de orçamento e enfia no bolso. O dia corre, vem chuva, vem massa, vem cliente.
Na hora de comprar, o papel já não está lá. Aí entra a memória. E a memória de um dia inteiro de serviço não é lugar de guardar número.
O erro não aparece na hora da compra. Aparece quando a peça chega, encosta no vão e não entra. Nesse dia o serviço para e o ajudante fica sem função.

E o material comprado errado quase nunca volta pra loja. Peça cortada, saco aberto e caixa de piso fora do lote ficam por ali mesmo, tomando espaço no canteiro até alguém achar serviço pra elas.
Onde o número se perde entre a parede e o balcão
Entre a parede e a loja, a medida troca de mão umas quatro vezes. Um mede, outro anota, outro liga, outro atende no balcão.
Cada troca é uma chance de 2,40 virar 2,04. Ninguém faz por mal. É pressa, barulho e telefone ruim.
Quando a medida vai escrita em cima da foto do lugar, essas trocas somem. Quem olha vê a parede e o número na mesma tela, ao mesmo tempo.
Veja essas outras soluções 👇
Calcular quanto material a obra pede ›
Conferir se a parede está no prumo ›
Medir o terreno pelo celular ›
Mostrar o levantamento pro cliente ›
O que o My Measures faz, em palavra de obra
O jeito de usar é curto. Você tira a foto da parede, do vão ou do terreno. Depois escreve a medida por cima da imagem, na linha do trecho que mediu.
Quem mede continua sendo você, com a trena na mão. O aparelho não mede sozinho, não enxerga dentro da parede e não tem raio-X. Ele guarda o seu número no lugar certo da foto.
No fim, a foto vira a anotação. Não tem caderninho pra molhar, não tem papel pra rasgar no bolso da calça.
Como fazer isso no primeiro dia de serviço
Comece por um cômodo só. Tire uma foto de longe, com a parede inteira aparecendo, e não uma foto colada no rodapé.
Depois puxe a linha de um canto ao outro em cima da imagem e escreva o que a trena mostrou. Faça o mesmo para a altura.
No começo, faça o velho e o novo juntos: anota no papel e anota na foto. Quando a foto virar hábito, o papel sai sozinho.
Anotar a medida na foto não custa nada. Guardar e mandar essa foto é outra história, e ela está logo abaixo.
O que é grátis e o que é pago
Isso precisa estar escrito com todas as letras, porque muita gente descobre tarde. Tirar a foto e escrever a medida em cima dela é grátis.
Salvar a foto anotada, exportar o arquivo e enviar por e-mail fazem parte do plano pago. Se o seu jeito de trabalhar depende de mandar a imagem, você vai esbarrar nisso.
Na prática dá pra usar no serviço de hoje sem pagar nada: mede, anota na tela e mostra ali mesmo. Guardar histórico e mandar para o cliente é a parte paga.
Preço e condição mudam com o tempo. Antes de assinar qualquer coisa, leia a tela de preço na própria loja.
Vale a pena entender isso antes de criar o costume. Se você já sabe onde a versão livre para, não descobre no meio de uma medição, com o cliente esperando resposta do lado.
A trena continua na cintura
Nada disso tira ferramenta da obra. Trena, esquadro, prumo, nível e mangueira continuam exatamente onde estavam.
O celular não nivela chão nem acha parede fora de esquadro. Isso quem mostra é a ferramenta, e não tem app que resolva.
Pense no aparelho como um caderno que não molha. Ele guarda o número que a sua trena já tirou.
Conferir é uma coisa, medir é outra
A foto anotada serve para o primeiro levantamento e para conferir na hora, antes de fechar o pedido do material.
Ela não é medida de fábrica. Peça sob medida, esquadria de alumínio, bancada de granito e móvel planejado têm a medida final tirada por quem vai fabricar.
Use a foto para chegar na conversa com o levantamento pronto. Aí o profissional confere no lugar e fecha o número dele.
Vão de porta e janela: onde mais dá briga
Vão é o campeão de confusão. São três números que andam juntos: largura, altura e a espessura da parede.
Na foto, cada um fica na sua linha, em cima do próprio trecho. Quem olha entende sem precisar ligar perguntando.
Aproveite e marque na imagem de que lado a folha abre e qual é o lado de dentro. Isso já evitou muita porta devolvida.
Reboco: um pano de parede por foto
Área de parede é conta fácil quando é uma. Com seis panos na cabeça, vira bagunça no meio da tarde.
Faça uma foto por pano, com comprimento e altura escritos em cima. Na hora de somar, ninguém troca a sala pelo quarto.
Serve também para lembrar o traço e quantas latas de 18 litros aquele pano puxou. No serviço parecido, você já sai com uma referência na mão.
Piso e rodapé: o ambiente inteiro numa imagem
Para piso, uma foto do ambiente com as duas medidas do chão escritas por cima já resolve o levantamento.
Rodapé é volta inteira, e é onde a conta escorrega. Marque na mesma foto os vãos de porta que entram no desconto.
A sobra de recorte quem indica é quem vende. Só que a margem dele parte da sua medida. Se a medida chega torta, a margem não salva.
Madeira, ferro e o que fica encostado no canto
Barra de ferro e tábua cortadas fora da medida não voltam para a loja. Ficam empilhadas no canto da obra esperando um serviço que talvez não venha.
Antes de cortar, faça a foto do lugar com o número escrito. É meio minuto que segura a peça inteira.
Vale também para a sobra: foto da pilha com a medida anotada. No próximo serviço, você já sabe o que tem no canto sem ir até lá.
Serralheiro e marceneiro que trabalham com você agradecem também. Uma imagem do vão com o número escrito vale mais do que três áudios explicando de que parede é aquele encaixe.
Mandar o ajudante na loja com a foto
Quando o ajudante vai buscar material, ele leva um recado falado. Recado falado perde número no caminho.
Com a imagem na tela, ele mostra o vão e a medida no balcão. O atendente vê a mesma coisa que você viu na obra.
Mostrar a tela ali no balcão não custa nada. Já mandar a foto por e-mail é a parte paga, como está escrito lá em cima.
Duas frentes de obra no mesmo dia
Empreiteiro pequeno raramente fica o dia todo no mesmo endereço. De manhã uma casa, à tarde outra, e as medidas se misturam na cabeça.
A foto amarra o número ao lugar de onde ele saiu. A própria imagem já diz de qual obra é aquela parede.
No fim da semana, quando o cliente cobra um valor, você não precisa voltar lá para lembrar do vão.
Antes de quebrar, registre como estava
Em reforma dentro da casa do cliente, o antes vale muito. Foto do ambiente com as medidas escritas evita discussão depois.
Com a parede aberta e o ponto de água na vista, uma foto anotada guarda a altura daquele ponto. Depois que fecha, ninguém mais vê.
Isso não é adivinhação: é registrar enquanto está aberto. Nenhum aparelho enxerga através do reboco.
Celular na obra: poeira, mão suja e bateria
Tela não obedece mão com massa. Um pano no bolso resolve mais do que parece.
Capa de borracha e uma pausa para limpar a lente fazem a foto sair legível. Foto tremida com poeira na lente não ajuda ninguém.
Tirar foto o dia inteiro puxa bateria. Deixe um carregador no carro e, nas primeiras semanas, mantenha o papel como plano B.
Uma última coisa: tire a foto antes de o ambiente encher de material. Parede limpa e vão livre aparecem melhor na imagem do que uma pilha de sacos na frente do trecho que você mediu.
Quando é hora de chamar quem mede de verdade
Laje, estrutura, vão grande e qualquer coisa que segure carga não se resolvem com foto. Aí é engenheiro ou técnico no local.
O mesmo vale para esquadria e marcenaria sob medida. Antes de chamar o profissional, tenha o levantamento pronto na tela.
Chegar com foto e número faz a visita render. Ele confere o que você levantou em vez de começar do zero.
Antes de baixar: o que olhar na loja
O My Measures está no ar desde 2013, tem cerca de 500 mil instalações no Android e 3.195 avaliações na App Store. Tem tradução feita de verdade em outras línguas, como sueco e alemão.
Isso conta a favor: app com esse tempo de estrada e tradução cuidada costuma continuar recebendo atenção de quem fez. A própria página na loja também avisa se o seu aparelho é compatível.
Este conteúdo é informativo e não temos ligação com o desenvolvedor. Recursos, preços e condições podem mudar sem aviso, então confira tudo na loja oficial antes de instalar ou assinar.
Não nos responsabilizamos por compras de material feitas com base em medidas anotadas no aplicativo. A medida final é sempre de quem tira a medida no local.
FAQ
O aplicativo mede sozinho pela câmera?
Não. Quem mede é você, com a trena na mão. O aparelho guarda o número que você digitou em cima da foto, na linha do trecho medido.
Preciso pagar para usar?
Tirar a foto e escrever a medida em cima dela é grátis. Salvar o arquivo, exportar e enviar por e-mail fazem parte do plano pago. Confira as condições na loja.
Serve para fazer orçamento de obra?
Serve para o levantamento, que é o começo do orçamento. As medidas ficam guardadas junto do lugar de onde saíram, e isso ajuda na hora de fechar a lista de material. O preço da diária, da empreitada e do material sai da sua conta, não do aplicativo.
Substitui a trena, o nível ou o esquadro?
Não substitui nada. É registro, não é ferramenta de medição. Parede fora de esquadro e chão desnivelado continuam sendo trabalho de ferramenta.
Dá para usar em terreno e área externa?
Dá, e a lógica é a mesma: foto de longe pegando o trecho inteiro, medidas escritas por cima. Em área grande, marque uma referência fixa na imagem, como um poste ou um portão.
E se eu digitar a medida errada?
Você corrige o número na própria foto antes de comprar. Um bom hábito é ler o que está escrito em voz alta olhando para a parede, antes de mandar para a loja.
Tem em português?
A lista completa de idiomas aparece na página do app na loja, e é lá que você deve conferir. O que dá para dizer é que a tradução é feita com cuidado, com versões em sueco e alemão. De qualquer forma, quase tudo ali é foto e número.
Funciona no canteiro sem internet?
A foto e a anotação acontecem no próprio aparelho. Para mandar a imagem para alguém, você precisa de sinal, e o envio por e-mail é recurso do plano pago.


